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Auditores iniciam greve por tempo indeterminado no Porto

Nesta quarta feira, 01 de novembro, os auditores fiscais da Receita Federal iniciaram uma greve por tempo indeterminado no Porto de Santos.

Durante a greve, na Alfândega do Porto de Santos, só serão liberadas cargas consideradas essenciais, como medicamentos, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

Já na Delegacia da Receita Federal, haverá a paralisação de todos os grupos e equipes de trabalho, projetos, reuniões gerenciais e as demais iniciativas que importem em incremento de arrecadação.

De acordo Sindifisco, cada dia de paralisação na Alfândega do Porto de Santos causa um atraso no recebimento de R$ 100 milhões em impostos federais.
Além disso, cerca de 3 mil contêineres são acumulados no complexo. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.
Apenas os casos excepcionais serão liberados. A categoria prevê a atuação do um contingente mínimo de 30% dos auditores fiscais para garantir a prestação desses serviços essenciais.

“Essa greve pode causar o desabastecimento da indústria e transtornos em todo o País. A situação será pior em Santos, por causa do Porto, e na Zona Franca de Manaus. Posteriormente, aeroportos e acessos às fronteiras serão impactados”, destacou o sindicalista.

 Esta greve por tempo indeterminado trará “caos” ao complexo marítimo santista. E muito disso se deve à chegada do Natal, quando o fluxo de importação é grande nos terminais locais.

“Os maiores penalizados são os exportadores brasileiros que, além da concorrência habitual com outros players (estrangeiros), ainda têm que enfrentar os obstáculos criados pelo Governo com essas paralisações”. Isso porque, com a greve, há um aumento dos custos logísticos, neste caso, em especial, a armazenagem de cargas, reduzindo a competitividade da produção nacional.

A greve dos auditores fiscais foi deflagrada em um momento complicado, principalmente tendo em vista os três feriados deste mês.  Também, teremos uma quebra na produtividade das comissárias, no andamento dos processos. Além dos impactos sentidos na liberação de mercadorias no Porto, o crédito tributário tenderá a cair. Essa greve vai gerar também um transtorno no orçamento nacional.

Acordo salarial

A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal é um protesto pelo não cumprimento do acordo salarial fechado entre o Governo e a categoria. A greve também serve como uma manifestação do seu descontentamento com o chamado “pacote de maldades” – como foram chamadas as determinações de Brasília que afetam principalmente os funcionários públicos do Executivo. Elas incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei – a recomposição salarial prevista para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020 e aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%.