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Em todo país, auditores fiscais voltam a paralisar as atividades.

Nesta quinta-feira dia 05, os auditores fiscais da Receita Federal realizam ato em frente à Alfândega do Porto de Santos, o qual marca a volta da paralisação da categoria em todo o País, e serve como protesto contra o “pacote de maldades”, anunciado em agosto pelo Governo Federal.

Segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais em Santos, as medidas do governo incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei (com recomposição salarial prevista  para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020), aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, salário inicial de R$ 5 mil para funcionários públicos com curso superior e congelamento das verbas indenizatórias.

Conforme a categoria, além das medidas que afetam todos os funcionários públicos, haveria também um agravante para os auditores relacionado à regulamentação de um bônus de eficiência, estabelecido pela Lei nº 13.464/17. “Não queremos mais nada além daquilo que foi transformado em lei pelo próprio governo”, diz o presidente do sindicato, Renato Tavares.

Esse ato marca também a retomada da mobilização da categoria em todo o País. Nas delegacias da Receita Federal, passará a vigorar a operação “Meta Vermelha”, onde os auditores fiscais deverão executar apenas 50% de sua carga de trabalho.

Nos portos e aeroportos, funcionará a “Operação Padrão”, que prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

No ano passado, a paralisação de auditores fiscais causou prejuízos de R$ 300 milhões. Cerca de 3 mil contêineres ficaram retidos no cais santista.